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Belluzzo critica política de metas de inflação

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo afirma que o aumento da taxa Selic decidida na semana passada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para conter o risco da inflação é um jogo sem saída e explica a baixa taxa de investimentos produtivos no País há mais de 20 anos. "Se nós continuarmos com esse modelo de metas de inflação, certamente não vamos chegar a lugar nenhum", disse em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News.O economista tampouco concorda com a hipótese acenada pelo ministro Antonio Palocci de aumentar o percentual do superávit primário, como forma de segurar a taxa Selic no atual patamar de 16,25%. Para ele, esse é um filme já visto. "Tenho ouvido essa história de forma recorrente e, no final, os três porquinhos morrem e o lobo continua voraz, em relação ao que está acontecendo com a inflação." Na opinião de Belluzzo, a questão central é que o País não pode se submeter a esse tipo de estabilidade. "O que está sendo colocado é como se, na verdade, o Banco Central tivesse um modelo infalível a partir do qual eles são capazes de determinar a trajetória da economia." Argumentou que raciocinar dessa forma é aceitar de uma maneira muito cordata "esse império do Banco Central" sobre as outras instâncias da economia. "Acho que, desse jeito, vamos continuar correndo atrás do próprio rabo, que é uma história tragicômica da economia brasileira nos últimos anos."CalibragemDepois de afirmar que o crescimento econômico do País tem sido movido pelo aumento das exportações, Belluzzo acentuou que o momento é favorável para ir calibrando esse crescimento, e não tentar impedir que ele prossiga, como vem ocorrendo com a política de metas de inflação, "que é claramente inadequada às necessidades da economia brasileira".

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