BEM deve ir a leilão em novembro, prevê BC

O diretor de Liquidações e Desestatização do Banco Central (BC), Carlos Eduardo de Freitas, disse hoje à Agência Estado que espera poder concluir o processo de privatização do Banco do Estado do Maranhão (BEM) ao longo do mês de novembro deste ano, depois de cassada a liminar que a impedia a venda da instituição hoje sob controle do governo federal. Sem poupar elogios ao juiz Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF), de Brasília, de sustar os efeitos da liminar obtida pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão, o diretor do BC disse que o primeiro passo a ser dado agora será finalizar um novo trabalho de avaliação do banco, tendo como data base o mês de março de 2002. "Na avaliação anterior, o valor mínimo de venda era de R$ 91 milhões. Este valor poderá mudar com a nova avaliação", disse. A expectativa de Freitas é de que a atualização da avaliação do BEM recomendada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) já esteja pronta ao final deste mês de setembro. O diretor não acredita que será necessário reabrir o data room do BEM. "Os dois pré-qualificados já tiveram acesso por um tempo suficiente ao data room. Acho que não será necessário reabrir", disse. O Bradesco e o Itaú foram as únicas instituições pré-qualificadas a participar do leilão do BEM.

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