Nacho Doce|Reuters
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Bendine encaminhou pedido de renúncia ao cargo de presidente da Petrobrás

O presidente da estatal diz que tomou a decisão para que 'os conselheiros possam conduzir as propostas de mudança na diretoria'; Pedro Parente deve assumir na próxima quinta-feira

Mônica Ciarelli e Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2016 | 20h36

RIO - O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, encaminhou hoje carta ao conselho de administração renunciando ao cargo, que será assumido por Pedro Parente na próxima quinta-feira, apurou o Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. Na carta, que depois será direcionada aos funcionários, Bendine faz um balanço da sua administração e diz que tomou a decisão de renunciar para que "os conselheiros possam conduzir as propostas de mudança na diretoria feitas pelo acionista controlador (União) sem sobressaltos que possam prejudicar os interesses da companhia".

No documento, Bendine ressaltou que assumiu a Petrobras, em fevereiro do ano passado, no lugar de Graça Foster, em um ambiente em que "muitos chamam de tempestade perfeita". Ele destaca que "não bastasse a queda aguda nos preços do petróleo", enfrentou também a desvalorização do real frente ao dólar e a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga casos de corrupção na empresa.

"Deixo esta empresa com a enorme satisfação de ter podido participar da história da maior empresa do Brasil, que dá os primeiros passos para virar a página da maior crise do nosso mundo corporativo e voltar a ser orgulho de todos os brasileiros", diz Bendine.

O executivo afirma ainda que, quando assumiu, a Petrobras passava por uma "ameaça de apagão financeiro", e que hoje a petroleira conta com um "caixa robusto, superior a R$ 100 bilhões", por conta de corte nos investimentos e do enxugamento dos custos operacionais, "que fizeram com que nossas despesas fossem menores que nossas receitas pela primeira vez desde 2008.

Ele destaca também, como legado dos 16 meses que esteve à frente da empresa, as mudanças no processo de contratação de fornecedores, que passa a ser colegiada e não mais centrada na decisão de um único executivo. Por fim, agradece toda diretoria, conselho e empregados. 

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