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Benefício ajuda na busca de nova vaga

Dinheiro cobre despesas com transporte

José Maria Mayrink, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2024 | 00h00

O seguro-desemprego pode não resolver a vida de ninguém, mas é um recurso provisório para quem busca novo emprego. Para Rosana Marques de Assis, 28 anos, que passou 18 meses sem trabalhar após ser despedida de um mercado atacadista foi a salvação. ''''Foi um baque no orçamento, pois eu ganhava R$ 691 e caí para R$ 490, mas foi o que sustentou algumas despesas e me ajudou a pagar o que gastava na peregrinação diária por uma vaga'''', diz Rosana, agora funcionária do Centro Brasil Trabalho (CBT), serviço de assistência ao trabalhador da Diocese de Santo Amaro.Rosana orienta os desempregados sobre como obter o seguro. Preenche cadastros, calcula valores, confere documentos e, principalmente, dá injeção de ânimo aos que chegam já impacientes e desiludidos por causa das dificuldades da recolocação. ''''Quando a gente não tem salário, falta dinheiro até para procurar emprego'''', observa. ''''Além de gasto com condução, o trabalhador tem de comer quando passa o dia fora.''''Como não tem dependente, Rosana conseguiu controlar o orçamento. Cortou gastos supérfluos e abrigou-se no plano de saúde do marido. ''''Para quem sabe administrar, esse benefício ajuda muito em curto prazo'''', diz.''''Não é o melhor salário do mundo, mas ajuda muito a quem precisa de dinheiro para arrumar outro serviço'''', confirma a pernambucana Lucemar Maria de Almeida Ribeiro, 35 anos, desempregada há três meses. Ela recebe R$ 397, abaixo de seu último salário, de R$ 472. ''''Não estou escolhendo emprego, fui procurar até na Lapa, zona oeste, que fica longe de Diadema, onde moro.'''' Ela trabalhou dez anos no almoxarifado de uma lavanderia industrial.Muitos trabalhadores que utilizam o seguro-desemprego têm vergonha de dizer que dependem do benefício. Pelo menos 15 pessoas consultadas no CBT não quiseram dar entrevistas.''''O seguro é um direito, mas tem gente que fica com medo de isso prejudicar sua imagem nos contatos para um novo emprego'''', explica a coordenadora da unidade, Tânia Santana Netto.Demitido há três semanas da Goodyear, após sete anos no setor de vulcanização de pneus, o metalúrgico David Oliveira espera a homologação para pedir o benefício. Vai receber cinco parcelas de R$ 710,97, um terço do seu último salário. ''''Não é muita coisa, mas quero administrar bem o benefício para fazer algum curso de qualificação profissional'''', planeja.

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