Bens capitais e metalurgia: ações em alta

O aumento da demanda de aço e do consumo de energia está tornando atraente as ações das companhias do setor de bens de capital e metalurgia. Essa é a avaliação do analista Paschoal Paione, da corretora Fator Doria Atherino.De acordo com o executivo, os papéis de empresas ligadas a esses setores são uma boa opção de investimento. Isso porque são fornecedoras de peças, materiais e equipamentos para siderúrgicas e mineradoras. Paione disse que as mineradoras querem aproveitar a alta do preço do aço, que deve durar cerca de dois anos. Por isso, precisam equipar-se. Exemplo disso é a Bardella. A empresa produz escavadeiras, máquinas de lingotamento contínuo e pórticos rolantes, fundamentais para a extração de minérios. Paione recomenda a compra de ações da companhia e acredita que esses papéis podem atingir R$ 91,70 no mercado, o que significaria uma alta de 45,5%. Setor de autopeças beneficia os papéis do segmento de aço O analista Guilherme Pantano, da Fator Doria Atherino, afirmou que um dos setores que mais tem impulsionado as vendas de aço é o de autopeças. Há uma forte demanda no mercado interno, puxada pelo aumento de cerca de 10% nas vendas do setor automobilístico.Nesse contexto, a Romi - fornecedora de equipamentos e máquinas para empresas de autopeças - é uma boa indicação. Paschoal recomenda a compra dessas ações e estima um potencial de alta de 78% até o fim do ano. O analista lembra que os papéis do setor são pouco negociados no mercado e, portanto, têm liquidez - facilidade de negociação - reduzida.Em relação a outras empresas do segmento - Confab e Barbará - a indicação é de manutenção das ações em carteira. No caso da Confab, os papéis estão sendo negociados a R$ 0,98 e podem chegar a R$ 1,42. A Metalúrgica Barbará é a menos atraente do setor. Ela fornece equipamentos exclusivos para saneamento básico, setor que não vive uma fase tão boa quanto os demais.

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