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Bens de capital e duráveis desaceleram expansão da indústria

A perda de ritmo de reação dos bens de consumo duráveis e bens de capital, que vinham liderando o processo de recuperação industrial desde o segundo semestre do ano passado, pode ser ilustrada tanto pelos dados comparativos do primeiro bimestre deste ano ante o último trimestre do ano passado, quando nos indicadores de média móvel trimestral, diz o IBGE.Os bens de capital apresentaram um crescimento de 15,38% no quarto trimestre de 2003, recuando para aumento de 13% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com iguais períodos de ano anterior. Além disso o segmento, que vinha de um aumento de 19,9% em novembro na comparação com igual mês do ano anterior, recuou para um crescimento de 14,3% em dezembro, reagiu para 15,7% e reduziu novamente para 10,4% em fevereiro.Segundo o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, os dados de média móvel trimestral revelam que o patamar de produção do segmento era 3% inferior no trimestre encerrado em fevereiro do que no trimestre encerrado em janeiro. Segundo ele, a perda de ritmo dos bens de capital pode ser creditada a um nível menor de confiança dos empresários, que atrasa os investimentos. "Acho que o cenário deste início de ano pode ter contribuído para a reavaliação de encomendas de bens de capital, como efeito da manutenção dos juros em janeiro e do aumento de preços de matérias-primas industriais", disse. Consumidores endividados Segundo a pesquisa do IBGE sobre o desempenho industrial, no caso dos bens duráveis, a perda do ritmo de recuperação pode estar vinculada a endividamento dos consumidores, que foram motivados pela recuperação do crédito no segundo semestre do ano passado, e velocidade menor do que a esperada na queda dos juros, segundo avalia Silvio Sales. Segundo ele, a principal indicação de perda de ritmo dos duráveis está no índice de média móvel trimestral, que mostra uma queda de 1,8% neste segmento entre os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro. Além disso, os duráveis, que cresceram 14,8% em janeiro ante igual mês do ano anterior, reduziram a expansão para 2,5% nessa base de comparação em fevereiro. Ante mês anterior, o segmento reverteu de um crescimento de 2,1% em janeiro para uma queda de 5,4% em fevereiro. Rendimento em queda O rendimento em queda dos trabalhadores continua impedindo uma recuperação da produção dos bens de consumo não duráveis, mas pelo menos houve uma "estabilização" nessa trajetória de queda em fevereiro, segundo observou o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales.Prova disso, afirmou ele, é que no indicador de média móvel trimestral houve estabilidade nesse segmento no trimestre encerrado em fevereiro em relação ao finalizado em janeiro, enquanto houve queda nesse indicador na indústria em geral (-1,5%) e em segmentos como bens de capital e duráveis. Outro exemplo citado por Sales para a "estabilização" é que os não duráveis apresentaram queda acumulada na produção de 1,6% no primeiro bimestre deste ano, desempenho melhor do que a redução de 3,5% registrada no último trimestre do ano passado, sempre na comparação com iguais períodos de ano anterior.Apesar dessa "pequena melhora" para o setor destacada por Sales, a renda em queda manteve reduções na produção dos não duráveis em fevereiro na comparação com janeiro (-2,0%) e ante fevereiro do ano passado (-3,1%).

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