Bernanke apóia segundo pacote de estímulo à economia

Presidente do Fed sugere nova rodada de estímulo fiscal pelo governo para limitar riscos de desaceleração

Regina Cardeal, da Agência Estado,

20 de outubro de 2008 | 12h35

O presidente do Fed, Ben Bernanke, declarou nesta segunda-feira, 20, seu apoio a uma segunda rodada de estímulo fiscal pelo governo norte-americano para limitar os riscos de uma desaceleração prolongada da economia. "Com a economia provavelmente fraca por vários trimestres e com algum risco de uma desaceleração prolongada, a consideração de um pacote fiscal pelo Congresso neste momento parece adequada", disse Bernanke em texto preparado ao Comitê de Orçamento da Câmara dos EUA.   Veja também: País deve ficar de 'antena ligada', diz Lula sobre a crise Bovespa e NY abrem em alta com ações globais anticrise Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Bernanke sugeriu muitas condições, no entanto. Qualquer estímulo deve ser "bem direcionado a um alvo" e focar em formas de "ajudar a melhorar o acesso ao crédito pelos consumidores, proprietários de residências, empresas e outros tomadores de crédito".   É a primeira vez que Bernanke explicitamente endossa um segundo pacote de estímulo econômico. O governo mandou cerca de US$ 100 bilhões em cheques aos cidadão para estimular a economia durante o verão (do hemisfério Norte), mas o gasto do consumidor segue fraco.   Bernanke acrescentou que o pacote deveria considerar incluir medidas para melhorar o acesso ao crédito, mas não especificou a forma como isso poderia ocorrer. Ele disse ainda que existem alguns sinais encorajadores de que as medidas tomadas até agora para descongelar os mercados de crédito estão ajudando, mas que ainda é cedo para medir o impacto total.   "A estabilidade dos mercados financeiros, vista como um primeiro passo essencial, não irá eliminar rapidamente os desafios que a economia geral ainda enfrenta."   (com Reuters e agência Dow Jones)

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