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Bernanke critica propostas de reforma financeira

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse temer que os esforços do Congresso norte-americano para reformar o sistema financeiro possam diminuir a capacidade do Fed de lidar com as crises futuras e ainda pode politizar os programas monetários.

AE-AP, Agencia Estado

28 de novembro de 2009 | 18h25

Os comentários de Bernanke, parte de um editorial que será publicado na edição de domingo do Washington Post, saem apenas cinco dias antes de o comitê de bancos do Senado realizar audiência para discutir a manutenção dos trabalhos do grupo por mais uma período. O prazo de atuação do comitê vence no dia 31 de janeiro.

Bernanke escreveu que os Estados Unidos são desafiados a desenhar um sistema de monitoramento financeiro que "incluirá as lições dos últimos dois anos e fornecer a estrutura para prevenir futuras crises e os estragos econômicos que elas causam". Entretanto, as duas propostas em estudo "estão completamente fora do consenso global sobre o apropriado papel dos bancos centrais e poderiam enfraquecer as perspectivas para estabilidade financeira e econômica nos Estados Unidos", diz ele.

O primeiro item em questão é um projeto de lei que tiraria do Fed o papel de autoridade regulatória e daria ao Senado a função de selecionar os 12 presidentes regionais do banco. A proposta foi feita pelo presidente do comitê dos bancos, o democrata Chris Dodd. O senador argumenta que, dessa maneira, o Fed voltaria a atuar no foco de sua missão que é estabelecer um programa monetário. Ele alega que o banco teve "um fracasso abismal" ao não adotar medidas para interromper os empréstimos de risco que levaram à crise financeira.

Bernanke argumentou que o Fed teve "grande papel em limitar a crise". Ele disse ainda que o governo pode ter adotado ações "desagradáveis e injustas", mas que eram necessárias para evitar uma catástrofe econômica global equivalente a da Grande Depressão, nos anos 1930. "Meu colegas do Federal Reserve e eu estávamos determinados a não permitir que isso acontecesse", escreveu.

O segundo item que Bernanke comenta é a emenda do deputado republicano Ron Paul em uma lei regulatória do sistema financeiro de 1978, que acabaria com as auditorias do Congresso em decisões sobre as taxas de juro do Fed. Bernanke argumenta que a habilidade do Fed de estabelecer taxas de juros e oferecer estímulo através de empréstimos e programas de compra de ativos dependerá da capacidade da instituição de atuar independentemente da influência política.

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