Bernanke defende corte de gastos nos Estados Unidos

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, insistiu ontem na necessidade de cortar o déficit federal dos Estados Unidos e disse que se isso não acontecer, a economia do país sofrerá um "grave dano".

, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 00h00

Bernanke voltou a pedir à Casa Branca e ao Congresso que desenvolvam um plano para fazer frente ao déficit do país, que alcançou um máximo de US$ 1,4 trilhão no ano passado.

O presidente do Fed disse que, se não for planejada uma política eficaz para reduzir o déficit, o governo americano será forçado a pagar taxas de juros mais altas para fazer frente aos pagamentos correspondentes ao serviço de sua dívida.

"O caminho que temos pela frente inclui muitas concessões e escolhas difíceis", afirmou Bernanke em seu discurso na comissão criada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para fazer frente ao déficit.

A Casa Branca quer que a comissão elabore um plano para reduzir o déficit de modo que não supere os US$ 550 bilhões até 2015, uma quantidade equivalente a 3% da economia americana.

Para isso, será preciso tomar medidas impopulares como aumentar os impostos ou aplicar cortes em alguns dos programas públicos do país.

Bernanke alertou que o fato de a economia ter retomado o crescimento, e que, com isso, sejam esperadas maiores arrecadações tributárias, não significa que a situação esteja resolvida.

Por mais de uma vez, o presidente do Fed ressaltou em seu depoimento que o déficit fiscal está em um "caminho insustentável".

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