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Bernanke deixa a porta aberta para novos cortes de juros

Presidente do Fed afirmou que as incertezas prosseguem nos mercados de moradia, crédito e emprego

Regina Cardeal, da Agência Estado,

14 de fevereiro de 2008 | 13h12

Os riscos de uma recessão para a economia norte-americana persistem. Diante deste cenário, o presidente do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), Ben Bernanke, não descarta novos cortes de juros. Em depoimento no comitê bancário do Senado, Bernanke afirmou que as incertezas prosseguem nos mercados de moradia, crédito e emprego.Veja também:Comportamento dos juros nos Estados Unidos UBS teve prejuízo de US$ 11,22 bi no quarto trimestre Apesar disso, o presidente do Fed se mostrou mais otimista. Disse que prevê um "quadro de melhora" para a economia e, após um início "lento" do ano, ele acredita que o crescimento vai se recuperar mais tarde em 2008. Isso porque, segundo ele, a combinação de estímulo fiscal e monetário deve começar a surtir efeito. No que analistas interpretaram como palavras-chave de seu discurso, Bernanke disse que "o Fomc (comitê de política monetária do Fed) vai avaliar cuidadosamente as próximas informações relacionadas ao cenário econômico e vai agir de maneira oportuna conforme o necessário para dar sustentação ao crescimento e fornecer uma garantia adequada contra os riscos de baixa (do crescimento econômico)".  Ele também sinalizou que as próximas decisões do Fed vão depender das previsões de médio prazo para crescimento e inflação, "assim como dos riscos para estas previsões". O Fed reduziu o juro básico em 2,25 pontos porcentuais desde setembro para 3% ao ano, incluindo um corte de 1,25 ponto num período de oito dias em janeiro.  Mercados As declarações do presidente do Fed estimularam uma recuperação nos contratos futuros dos Fed Funds, com o aumento das expectativas de cortes dos juros. Antes do início do depoimento de Bernanke ao Senado, os contratos haviam reduzido as chances de o Fed baixar os juros, mas voltaram a subir com a divulgação das declarações. O contrato para abril continua embutindo 100% de chance de o Fed baixar os juros em 0,50 ponto porcentual para 2,5% na reunião de 18 de março, mas aumentou de 8% para 22% a chance de um corte de 0,75 ponto porcentual após a fala do presidente do Fed. Já os mercados acionários aliviaram a pressão da abertura depois das declarações de Bernanke. Às 13h32 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,18%, o Nasdaq recuava 0,14% e o S&P 500 cedia 0,05%. Desde o início dos negócios, as bolsas em Nova York operavam em queda, na esteira das expectativas com o depoimento de Bernanke e preocupações com a baixa contábil de US$ 13,7 bilhões do UBS no quarto trimestre. No Brasila, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,67%. O dólar comercial é vendido a R$ 1,7450, em alta de 0,11%.

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