Bernanke descarta risco de deflação

Em seu discurso de 19 páginas, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, enfatizou que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) "resistirá firmemente aos desvios que levem a uma rota de queda nos preços".

, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

Referiu-se à deflação que, para ele, não chega a ser atualmente um "risco significativo". A taxa de inflação que serve de referência ao Fed - exclui preços voláteis de energia e alimentos - aumentou 1,1% no segundo trimestre, depois de ter expandido 1,2% no período anterior.

"Cair em deflação não é um risco significativo para os Estados Unidos neste momento. Mas isso é verdade, em parte, porque o público compreende que o Fed será vigilante e proativo em relação a uma significativa queda da inflação", afirmou.

Apesar disso, Bernanke deixou claro que o Fed tem um cardápio de opções para enfrentar uma ameaça de deflação, embora todas sejam controvertidas e gerem reações internas no governo e nos mercados.

Além da compra adicional de títulos de longo prazo do Tesouro, a instituição trabalha com a possibilidade de reduzir a remuneração do depósito compulsório dos bancos no Fed e de fixar uma meta inflacionária de médio prazo "acima de níveis consistentes com a estabilidade de preços". Essa última alternativa, advertiu Bernanke, seria "imprópria" para a atual circunstância nos EUA.

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