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Bernanke diz que risco persiste e sugere corte de juros

Em discurso, presidente do Fed afirma que o BC norte-americano dará o suporte necessário à economia do país

Agência Estado e Reuters,

27 de fevereiro de 2008 | 12h26

O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse nesta quarta-feira, 27, que as projeções econômicas estão repletas de riscos provenientes do setor imobiliário, do mercado de trabalho e do mercado de crédito, sugerindo que as autoridades monetárias continuam propensas a cortar as taxas de juro.  "É importante reconhecer que os riscos ao crescimento continuam", disse Bernanke em discurso preparado para a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados.  "(O Fed) vai avaliar cuidadosamente as informações que virão sobre as perspectivas econômicas e vai agir de forma oportuna, do modo necessário, para apoiar o crescimento e fornecer a garantia adequada contra os riscos", declarou.  O Fed reduziu a taxa básica de juros de 5,25% para 3% desde meados de setembro, e os mercados financeiros esperam que a autoridade monetária reduza a taxa em mais 0,5 ponto percentual na próxima reunião, em 18 de março.  Mas, mesmo dizendo que é "importante" reconhecer que continuam os riscos ao crescimento, Bernanke também afirmou que o Fed precisa manter bastante atenção sobre os preços.  Ele disse que, ainda que o banco central espere que a inflação seja amenizada à medida que os altos custos de energia e commodities cedam, há o risco de que as pressões inflacionárias continuem elevadas.  Ele acrescentou ainda que, se a opinião pública começar a duvidar da disposição do Fed para tomar medidas contra a inflação, a capacidade do banco central para dar suporte ao crescimento poderia ser afetada.  "As novas altas nos preços de energia e outras commodities nas últimas semanas, junto com os últimos dados sobre os preços ao consumidor, sugerem um risco ligeiramente maior de alta das projeções, tanto nos índices cheios quanto nos núcleos, em relação ao último mês."  "Qualquer tendência de que as expectativas de inflação fiquem descoladas ou de que a credibilidade do Fed possa ser erodida poderia complicar muito a tarefa de sustentar a estabilidade dos preços, e poderia reduzir a flexibilidade (do Fed) para conter desaquecimentos econômicos no futuro", disse.

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