Bernanke: estímulo a partir de US$ 50 bi seria 'razoável'

O presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, disse hoje que um pacote de estímulo fiscal entre US$ 50 bilhões e US$ 150 bilhões seria "razoável". Em depoimento ao Comitê de Orçamento da Câmara, Bernanke disse que um pacote de US$ 100 bilhões teria um impacto econômico "significativo". Ele também destacou que qualquer estímulo seja temporário e não cause uma erosão na posição fiscal de longo prazo dos Estados Unidos.Sobre o dólar, Bernanke disse que a moeda vai refletir a força econômica do país se a autoridade monetária fizer seu trabalho. Ele acrescentou que tem "muita confiança" na capacidade de o Fed de manter o crescimento e a estabilidade de preços intactos. Bernanke destacou que a política de câmbio é de responsabilidade do secretário do Tesouro, Henry Paulson, que também tem se declarado confiante em que a força da economia se refletirá no dólar.PetróleoAo ser perguntado sobre os elevados preços do petróleo, Bernanke disse que nada pode ser feito no curto prazo, já que se trata de uma questão de oferta e demanda, com a demanda crescendo em torno do globo em meio à oferta limitada. Ele disse que, embora a eficiência energética seja outra questão de longo prazo, o governo precisa lidar com o mesmo. Os preços altos do petróleo são monitorados de perto pelo Fed, acrescentou, uma vez que podem desviar gastos do consumo e deprimir a economia.Os preços altos da energia certamente afetam a economia, mas há um ponto positivo, já que levam às pessoas a conservar e estimulam as empresas a explorar fontes alternativas de energia, disse Bernanke. O governo deve apoiar estas iniciativas, ajudando com pesquisa básica, disse Bernanke. Balança comercialBernanke afirmou que a balança comercial dos EUA melhorou nos últimos dois anos, embora mantenha um déficit ainda grande. "Precisamos caminhar na direção de um maior equilíbrio", disse.Ele foi perguntado se estava preocupado por algum país, sobretudo China, deter participação pesada da dívida dos EUA. "Dado que estamos, como país, investindo mais do que poupando, temos que tomar emprestado de alguém", respondeu, acrescentando que é bom que os EUA tenham países que ofereçam seu crédito. As informações são da agência Dow Jones.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

17 de janeiro de 2008 | 15h50

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