Bernanke impõe cautela e Bovespa apura queda de 0,37%

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, não deu motivos para otimismo ontem. Com isso, as bolsas, que já vinham ensaiando cautela desde cedo diante dos desafios que a Grécia ainda tem de vencer para evitar o default, migraram para o vermelho. Após uma reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sem novidades - os juros foram mantidos entre zero e 0,25% e foi confirmado para 30 de junho o fim programa de compra de títulos do governo norte-americano, os Treasuries -, Bernanke definiu o rumo dos negócios. Ele disse durante entrevista coletiva que os EUA estão se recuperando num ritmo mais lento do que o previsto e que a economia mundial enfrenta riscos ligados à Grécia. Assim, as bolsas norte-americanas inverteram o sentido, registrando baixa ao redor de 0,60%.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2011 | 00h00

Aqui, a Bovespa recuou 0,37%, encerrando na mínima do dia, em 61.194,09 pontos. O feriado de hoje contribuiu para limitar apostas mais arriscadas na praça doméstica e para enxugar a liquidez.

Nos juros, as taxas ficaram rondando os ajustes, sem forças para realizar lucros após o crescimento da renda média dos brasileiros e da massa salarial em maio, divulgado pelo IBGE. Ganhou mais força ontem a percepção de que pode haver mais duas rodadas de alta da taxa básica de juros, a Selic, que está em 12,25% ao ano.

O dólar se moveu pouco e teve ligeira alta de 0,06%, a R$ 1,5890, reagindo à queda do euro após as declarações de Bernanke, e do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet. Ele ressaltou que as relações entre os bancos da zona do euro e a vulnerabilidade das finanças públicas de alguns países representam "ameaça séria" à estabilidade na União Europeia.

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