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Bernanke reaviva esperança de nova rodada de estímulo monetário

O presidente do Fed alertou, contudo, que o rombo fiscal continua sendo um risco aos EUA

Andréia Lago, da Agência Estado,

25 de abril de 2012 | 18h04

NOVA YORK - O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, reavivou a esperança dos mercados de que uma terceira rodada de estímulo monetário (QE3, na sigla em inglês) ainda possa ser adotada nos Estados Unidos, embora tenha alertado que o Fed não poderá neutralizar uma situação em que o Congresso não chegue a um acordo sobre a redução do déficit orçamentário americano.

Durante a entrevista à imprensa que sucedeu à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), Bernanke avisou que o rombo fiscal continua sendo um risco para a economia dos EUA. Sem um acordo no Congresso até 31 de dezembro deste ano, diversas medidas de estímulo perderão validade se não forem renovadas. Estão incluídas nesse pacote a isenção tributária sobre folha de pagamento, cujo fim implicará num aumento de até 2% na tributação para trabalhadores, além da reversão na tributação sobre renda aos níveis pré George W. Bush e dos cortes compulsórios e indiscriminados nos gastos domésticos e de defesa serem acionados.

Bernanke reconheceu que tem sido difícil fazer uma avaliação em tempo real da economia devido a uma série de fatores, incluindo o clima incomumente quente. Ele alertou que essa variação climática pode ter impulsionado as contratações durante o inverno americano, criando um resultado positivo que não indique tendência para o mercado de trabalho. "Eu antecipo a possibilidade de que o aumento no emprego visto nos últimos cinco a seis meses possa, em alguma medida, ser maior do que esperaríamos porque representou um resgate muito específico das vagas fechadas em 2008 e 2009", explicou. "Teremos de acompanhar mais à frente", recomendou o presidente do Fed.

Se a preocupação de Bernanke se confirmar, isso indicaria que a criação de vagas viria abaixo dos quase 250 mil vagas mensais observadas nos primeiros dois meses do ano. "Se parecer que o desemprego não está mais melhorando, isso será algo importante a ser considerado ao avaliar opções de política", acrescentou. De acordo com as projeções divulgadas hoje, a taxa de desemprego nos EUA ficará entre 7,8% e 8% em 2012, abaixo da projeção anterior de 8,2% a 8,5%. Em 2013, a projeção do Fed é de taxa de desemprego entre 7,3% e 7,7%, em comparação com a faixa anterior de 7,4% a 8,1%. Para 2014, o Fed projeta que o desemprego esteja entre 6,7% e 7,4%. As informações são da Dow Jones.

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