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Bernanke: Tensão financeira obscurece perspectivas econômicas

O chairman do Federal Reserve, BenBernanke, disse na quinta-feira que o ressurgimento de tensõesfinanceiras nas últimas semanas obscureceu a perspectiva para aeconomia norte-americana, sinalizando uma abertura para reduzirnovamente a taxa de juros. "A perspectiva tem sido importantemente afetada ao longo doúltimo mês pelas renovadas turbulências nos mercadosfinanceiros, que reverteram parcialmente a melhora ocorrida emsetembro e outubro", disse ele em comentários preparados parauma cerimônia na Câmara de Comércio de Charlotte. "Nós, no Fed,teremos que continuar excepcionalmente alertas e flexíveis." Uma cópia de seus comentários foi divulgada comantecedência em Washington. Segundo Bernanke, o Comitê Federal de Mercado Aberto do Fedanalisará novas informações sobre emprego, gastos e mercadosfinanceiros quando se reunir no dia 11 de dezembro para decidirsobre a taxa de juros. Em setembro e outubro o Fed reduziu osjuros, que estão atualmente em 4,5 por cento, na tentativa defazer frente às turbulências no mercado imobiliário e decrédito. "Ao tomar suas decisões, o comitê terá de julgar se aperspectiva para a economia ou o balanço de riscos mudousignificativamente", disse. "Ao fazer isso, vamos levar emconta as implicações para as perspectivas tanto para ospróximos dados econômicos, quanto para os próximosdesdobramentos nos mercados financeiros." Os comentários de Bernanke estão em linha com os feitos naquarta-feira pelo vice-chairman do Fed, Donald Kohn, que disseter sido pego de surpresa pela fragilidade dos mercadosfinanceiros desde o último encontro do comitê, nos dias 30 e 31de outubro. Bernanke classificou de mistos os dados econômicos queforam divulgados após essa reunião, com contínua fragilidadenas vendas de casas e no setor de construção, acompanhada de ummercado de trabalho sólido em outubro. Bernanke disse ainda que o núcleo da inflação, que excluias variações de preços dos alimentos e da energia, tem sidomoderado, mas ele citou os altos preços do petróleo e o aumentodos custos dos alimentos e de alguns bens importados, que podemexercer pressão de alta na inflação. "A efetividade da política monetária depende de formacrítica da manutenção da confiança pública de que a inflaçãoserá bem controlada", disse ele. "Estamos monitorando odesenvolvimento da inflação de perto." (Por Mark Felsenthal)

REUTERS

29 de novembro de 2007 | 22h38

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