Bernardo admite mínimo de R$ 510, mas Lula vai decidir

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que a elevação do salário mínimo para R$ 510,00 "é uma possibilidade". Bernardo informou que vai conversar no final da tarde de hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fechar o valor do mínimo. "Nós vamos levar a ele esse cenário. Mas a decisão é do presidente", disse o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda onde terá uma reunião com o ministro Guido Mantega. "É possível que o salário mínimo seja fixado em R$ 510 a partir de janeiro", afirmou. Ele rejeitou a ideia de que o reajuste do mínimo possa representar uma medida eleitoreira. "Essa leitura é feita sobre qualquer coisa que fazemos."

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

22 de dezembro de 2009 | 13h08

O ministro ponderou que há uma questão operacional em torno do arredondamento do valor do mínimo para R$ 510 em relação aos R$ 507 sugeridos pelo governo na proposta orçamentária. Segundo ele, muitos aposentados recebem o benefício nos caixas eletrônicos dos bancos, o que torna "muito difícil" pagar um valor quebrado. "O valor de R$ 510, embora tenha um impacto maior nas nossas contas, resolve o problema. Mas é uma decisão do presidente", reafirmou.

Paulo Bernardo explicou que a diferença entre os R$ 507 propostos no Orçamento e os R$ 510, anunciados pelo relator, deputado Geraldo Magela (PT-DF), terá um impacto adicional de R$ 600 milhões. Segundo ele, cada real acrescentado ao valor do mínimo significa um impacto adicional de R$ 200 milhões nas contas do governo.

O ministro disse que o governo tem recursos para pagar essa diferença, caso o presidente opte pelo valor de R$ 510,00. "Fizemos ajustes e o relator contribuiu com isso. De maneira que, havendo essa decisão do presidente, será feito", afirmou.

O ministro disse ainda que há a possibilidade de a medida provisória que irá definir o novo valor do mínimo conter também o reajuste para os benefícios da Previdência que tem valor superior ao do salário mínimo. Lembrou, no entanto, que ainda não há acordo com as centrais sindicais sobre o tema.Segundo ele, o reajuste para os benefícios seria de aproximadamente 2,5%.

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