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Bernardo afirma que criar fundo externo é necessidade

Ministro ponderou que o BNDES tem hoje uma atividade grande de suporte para as empresas brasileiras

Adriana Fernandes, da Agência Estado, Agencia Estado

29 de novembro de 2007 | 12h46

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, informou nesta quinta-feira, 29, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a equipe econômica a ajudar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no esforço de ampliar a sua capacidade de financiamento das empresas em 2008. Segundo o ministro, uma das propostas é a criação de um fundo internacional para o BNDES financiar suas operações no exterior. Paulo Bernardo afirmou que a criação desse fundo é uma necessidade. Ele ponderou que o BNDES tem hoje uma atividade grande de suporte para as empresas brasileiras, financiando a exportação de serviços e também a incorporação e aquisição de companhias no exterior."O que nós percebemos é que há uma demanda grande deste tipo", disse. O ministro evitou antecipar como este fundo vai funcionar e as suas diferenças em relação à discussão em torno do fundo soberano que o Brasil pretende criar. Ele disse que esse fundo internacional iria ajudar o BNDES a atender à demanda de financiamento prevista para 2008. Em 2007, segundo Bernardo, vai financiar R$ 63 bilhões e já tem uma previsão de demanda, boa parte já contratada, de cerca de R$ 80 bilhões para 2008."Temos que ter um grande fluxo para reforçar o funding (a capacidade de financiamento) do BNDES", declarou. Bernardo afirmou que uma das idéias em estudo para reforçar o funding do BNDES é autorizar o banco a não repassar ao Tesouro Nacional os dividendos relativos ao lucro do banco em 2006 e 2007. Esse dinheiro ajudaria a ampliar os recursos do BNDES para empréstimos em 2008, expandindo os investimentos. Bernardo calculou em R$ 8 bilhões o montante de dividendos que o banco teria que repassar ao Tesouro. Ele disse que essa medida, no entanto, depende ainda de uma avaliação financeira."Se eu perder uma receita muito importante, não poderei fazer isso", disse o ministro, referindo-se à discussão sobre a prorrogação da vigência da CPMF até 2011. Bernardo informou que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quer ficar com todos os dividendos. Em 2006, o governo autorizou o BNDES a não transferir os dividendos.

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