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Bernardo aguarda PIB do 1º trimestre e evita falar em recessão

Ministro disse que governo continua otimista e que economia terá comportamento gradativamente melhor

Renata Veríssimo e Isabel Sobral, da Agência Estado,

12 de maio de 2009 | 18h22

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, evitou afirmar que o Brasil já teria entrado em recessão técnica por causa do resultado negativo que a economia deve registrar também no primeiro trimestre, completando-se dois trimestres seguidos de queda no crescimento Produto Interno Bruto (PIB). Nesta terça-feira, 12, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que o Brasil já está em recessão técnica. "Tivemos uma queda da produção industrial no último trimestre (de 2008) e uma queda de produção industrial neste primeiro trimestre de 2009 e todos os livros técnicos dizem que uma queda em dois trimestres seguidos é uma recessão técnica. Não temos como fugir disso", disse o ministro, numa referência às indicações com relação aos resultados da produção no primeiro trimestre.

 

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Miguel Jorge destacou, no entanto, que mesmo estando em recessão técnica, se forem comparados os dados deste primeiro trimestre com o trimestre anterior, houve alguma recuperação. Segundo ele, com as indicações mais recentes, como uma certa estabilidade no nível de emprego, é possível afirmar que, a partir do segundo semestre, o Brasil vai se recuperar bem dos efeitos da crise internacional.

 

Paulo Bernardo observou que os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao desempenho da economia no primeiro trimestre de 2009 só serão divulgados em junho. "Vamos esperar. O importante é olharmos o que está acontecendo neste momento e o que vai acontecer nos próximos meses", afirmou o ministro do Planejamento.

 

Ele disse que o governo continua otimista e que a economia terá um comportamento gradativamente melhor nos próximos três trimestres."Vamos chegar ao final do ano com crescimento num ritmo muito respeitável para o padrão que está no mundo hoje", disse Bernardo.

 

Em relação ao novo registro de queda do emprego na indústria, divulgado pelo IBGE, ele observou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já afirmou que está havendo uma recuperação do emprego na economia desde março. Bernardo lembrou que os dados divulgados hoje pelo IBGE são de apenas um segmento da economia. "Se olharmos todos os setores, veremos que os dados estão menos ruins que os da indústria", disse. Acrescentou que o governo considera que as medidas adotadas até o momento para conter no País os efeitos da crise internacional são suficientes para resolver "os problemas mais angustiantes".

 

O ministro do Planejamento admitiu, no entanto, que o crédito ainda continua difícil, burocrático e com taxas altas de juros para alguns setores. "Mas nós acreditamos que está evoluindo bem. Retomamos o volume de crédito de antes de setembro, e vai aumentar bastante este ano."

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