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Bernardo: anúncio sobre IPI agora seria 'tiro no pé'

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse hoje que anunciar antes do final de março a prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis seria um tiro no pé. Durante reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Brasília, o ministro não confirmou nem negou a prorrogação.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 20h21

"Se eu soubesse também não ia dizer, porque essa é uma medida que fica a cargo do Ministério da Fazenda e também seria um tiro no pé anunciar antes do dia 30 ou 31 de março. Acho que todo mundo entende como funciona isso", disse Bernardo, segundo a Agência Brasil.

Desde o início de março, o Ministério da Fazenda vem evitando comentar se o IPI sobre automóveis será prorrogado, uma vez que o anúncio poderia frustrar as vendas de março. O temor é que o consumidor adie a sua compra sabendo que terá mais tempo para adquirir um veículo novo mais barato.

O Ministério da Fazenda estimou que a desoneração temporária do IPI para automóveis durante três meses vai significar uma renúncia fiscal de cerca de R$ 1 bilhão.

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