Bernardo critica forma de divulgação de campo petrolífero

Ministro do Planejamento diz que anúncio da nova reserva não deveria ter sido feito até confirmação oficial

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

14 de abril de 2008 | 19h32

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, mostrou contrariedade com a forma como foi divulgada a informação sobre a possibilidade de um megacampo de petróleo na área chamada Pão de Açúcar, na Bacia de Santos. "Não pode anunciar deste jeito", disse Paulo Bernardo, numa referência ao anúncio feito na manhã desta segunda-feira, 14, durante seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas, pelo diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima.   Veja também: ANP diz que informação sobre Pão de Açúcar já era conhecida Para especialista, ANP se antecipou ao falar sobre reserva Petrobras dispara e 'segura' queda do Ibovespa Reservas colocam País entre 5 maiores produtores de petróleo   Durante palestra, o diretor afirmou que a área chamada Pão de Açúcar pode acumular até cinco vezes o volume de petróleo encontrado pela Petrobras em Tupi, o que, se confirmado, fará da área a terceira maior em produção de petróleo do mundo."A gente tem ouvido falar (sobre um megacampo), mas o processo de anúncio desta informação não pode ser dessa maneira. É melhor esperar a confirmação oficial", afirmou. Paulo Bernardo lembrou o impacto que o anúncio teve na Bolsa de Valores de São Paulo nesta quarta, com forte valorização das ações da estatal, e disse que esse tipo de informação, quando oficializada, deve ser divulgada antes da abertura do mercado financeiro ou depois do fechamento dos negócios. O ministro defendeu a idéia de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) avalie o episódio.  

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