Bernardo defende aprimoramento de regras do PAC

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em encontro com empresários da Câmara de Comércio Brasil-França, que é preciso "de fato" fazer um aprimoramento das regras para melhorar a participação do setor privado nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).Bernardo afirmou que o PAC caminha em um ritmo entre "razoável e bom". O próximo passo é avaliar, até o fim do ano, os projetos que estão mais atrasados e que dificilmente usarão os recursos deste ano. Esses projetos deverão perder recursos para os projetos que estão em andamento. Essa troca de posições vai permitir que o PAC ganhe mais velocidade. "Assim os recursos serão utilizados de maneira mais racional. Não vamos deixar os recursos parados esperando a resolução de questões de várias ordens para poder tocar a obra", disse.Reforma tributáriaEm relação à carga tributária, uma das grandes reclamações dos empresários, o ministro afirmou: "A carga é alta para quem paga, porque tem muita gente que vive em paraíso fiscal e passa ao largo dela."Para ele, a visão primeira do governo é fazer o esforço para a reforma tributária. Mas enquanto não houver condições de realizar uma reforma completa, o governo adota políticas de desoneração para alguns setores da economia, principalmente para os "órfãos do câmbio". A nova política industrial que está em fase de finalização deverá incluir a desoneração também para as indústrias automobilística e naval.LeilõesSobre o leilão do Rio Madeira, Bernardo afirmou que ele simboliza as dificuldades e vicissitudes do sistema brasileiro. Mas confirmou que o leilão deve mesmo acontecer em 10 de dezembro. "Estamos chegando aos episódios finais dessa minissérie", afirmou o ministro.De acordo com o ministro do Planejamento, o leilão de rodovias realizado no início do mês é um marco, pois mostrou que há grande apetite de investidores para projetos no Brasil.

PAULA PULITI, Agencia Estado

26 de outubro de 2007 | 12h02

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