Bernardo defende esclarecimento do caso Varig

Ministro defende investigação sobre caso Varig e ironiza candidatura de Dilma

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

05 de junho de 2008 | 11h55

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu na manhã desta quinta-feira, 5, que as denúncias sobre supostos favorecimentos do governo na venda da Varig à VarigLog têm de ser esclarecidas, mas ressaltou não acreditar que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, tenha feito tráfico de influência. "Evidentemente que não", ressaltou, referindo-se à ministra.   Veja também: Ex-diretores confirmam pressão sobre a Anac Agência considera ilegal controle de estrangeiros Ministério deve investigar denúncias sobre Varig, diz Solange Dilma chama de 'falsas' as denúncias sobre a compra da Varig Documentos provam acusações sobre Varig, diz Denise Abreu Leia a entrevista de Denise Abreu sobre o caso Denúncia sobre compra da Varig é grave, diz Montoro Filho   Segundo Bernardo, "a melhor pessoa" para esclarecer todo o episódio da compra da Varig pela VarigLog é a ex-diretora da Anac Denise Abreu. Na sua opinião, o juiz Luiz Roberto Ayub, que conduziu o processo da venda da Varig, já verificou ter sido respeitado o limite legal de 20% de participação estrangeira no capital de empresa aérea nacional, foco das denúncias da ex-diretora da Anac.   Para o ministro do Planejamento, não houve também tráfico de influência na participação no processo do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não podemos acusar as pessoas que vêm ao Palácio do Planalto de fazer tráfico de influência", sublinhou.   Negou que a ministra da Casa Civil seja candidata à sucessão do presidente Lula em 2010 e que, por isso, as novas denúncias possam afetar a candidatura dela. "E ela é candidata? A eleição presidencial será em 2010 e o candidato será ainda definido pelo PT. Nós não definimos ainda nem os candidatos a prefeito", ironizou.

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