Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Bernardo defende plano para corte gradual de impostos

Em resposta às críticas de que o governo Lula fez pouco até agora para reduzir a carga tributária, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, lançou um desafio: a negociação de um plano estratégico para o corte dos impostos e contribuições nos próximos anos. O plano, segundo o ministro, poderia trazer um cronograma com prazos estabelecidos previamente para a redução gradual da carga tributária. Segundo ele, esse plano poderia ser negociado com o Congresso Nacional e definido numa proposta de emenda constitucional. "Tem que ser pactuado", afirmou Bernardo. O ministro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "toparia" a construção de um plano desse tipo. "Reduzir a carga tributária é um desafio para o governo federal, Estados e municípios. É muito mais fácil fazer isso quando a economia está crescendo", ponderou.Segundo Bernardo, para dar certo, a oposição e o setor empresarial precisariam "sair do discurso" que vêm adotando na discussão da emenda constitucional que prorroga a cobrança do Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). Para ele, a perda da arrecadação da CPMF desarrumaria as contas públicas neste momento econômico favorável. "Não é o Lula que vai perder sem a CPMF, mas o País."Sem citar nomes, o ministro criticou os empresários que hoje defendem o fim da CPMF, mas que durante a votação do projeto de lei que criou o Super Simples queriam manter a cobrança da contribuição das empresas para o sistema Sesc, Sesi, Senai, Senac e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae, elevando a carga tributária. Bernardo chamou esses empresários de "líderes sindicais" de prédios suntuosos da Avenida Paulista que só vêem "o dedo do pé".

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 13h28

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.