Bernardo diz esperar que a alta da Selic seja suficiente

'Está acontecendo e não podemos negar', diz ministro do Planejamento sobre a alta da inflação

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

24 de abril de 2008 | 14h48

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse esperar que a elevação da Selic, taxa básica de juros, decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada tenha sido "suficiente" para controlar a pressão de alta da inflação. Ao término da reunião do Conselho Monetário Nacional, o ministro fez uma avaliação rápida da ata do Copom, divulgada nesta quinta-feria, 24, pelo BC. Segundo ele, o que o BC apontou na ata (alta da inflação) é um "fenômeno que está ocorrendo no mundo inteiro", particularmente com os produtos básicos (commodities) e alimentos. "Está acontecendo e não podemos negar."Indagado sobre se a alta de meio ponto porcentual na Selic na semana passada, para 11,75% ao ano, seria suficiente, Bernardo respondeu: "Esperamos que sim, até porque o governo está tomando outras providências, outras medidas, estimulando a produção de alimentos, e teve agora esta medida do Ministério da Agricultura de não usar o estoque regulador do governo para exportação", afirmou o ministro, num referência à decisão de ontem de suspensão de exportação de arroz.O ministro disse que a função do Banco Central é monitorar a inflação e que, se houver necessidade, o BC tomará as providências. "Estamos achando que eles (o BC) fizeram certo (em aumentar os juros) e esperamos que isso se desdobre bem", disse Bernardo. Indagado sobre possível reajuste de combustíveis, em função da defasagem entre os preços internos e os preços internacionais do petróleo, Bernardo evitou comentar.   Dívida agrícola   Bernardo informou também nesta quinta-feira, 24, após a reunião do Conselho Monetário Nacional, que as negociações da dívida agrícola serão fechadas nos próximos dias pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e Agricultura, Reinhold Stephanes. Segundo ele, a decisão de hoje do CMN de prorrogar o pagamento das dívidas de custeio e investimento dos produtores rurais é preparatória para a renegociação final.

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