Bernardo diz que não tem meta para internet grátis

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ontem que não existe uma meta para levar internet gratuita a população de baixa renda. O governo já admitiu, no entanto, que pode vir a subsidiar o acesso para as pessoas que não puderem pagar os R$ 35 mensais pelo pacote que será oferecido no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL),

, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2011 | 00h00

"Algumas cidades têm projetos, mas o governo federal não tem nenhuma meta para levar internet de graça a todos os lugares. Nem a água é assim", disse Bernardo.

Segundo ele, o preço inicial do pacote do plano de banda larga popular foi definido com base em uma pesquisa de mercado. "Em março deste ano, esses planos custavam em média R$ 70, mas o acordo com as operadoras de telefonia vai reduzir o valor pela metade", explicou o ministro.

O governo aposta que, com o aumento da oferta de banda larga e da concorrência entre os provedores de acesso, além da ampliação da infraestrutura, a tendência é de um barateamento dos planos ao longo do tempo.

"Em 2014 vamos ter um quadro de internet completamente diferente no Brasil, e as pessoas também vão querer uma velocidade maior", disse Bernardo. Os compromissos firmados por seis operadoras de telefonia - TIM, Oi, Telefônica, Vivo, Sercomtel e Algar - porém, foram explícitos apenas em relação ao piso de conexão de 1 megabit por segundo (Mbps), que deverá estar disponível em todas as cidades do País até o fim de 2014, chegando antes nas sedes da Copa.

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