Bernardo diz que não vai interferir na decisão da Anatel

Ministro das Comunicações diz que ligações das operadoras para autoridades do governo não vão resolver o problema da suspensão das vendas de chips; 'negociação será com Anatel' 

Rafael Moura, da Agência Estado,

24 de julho de 2012 | 14h06

BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, 24, que ligações telefônicas de diretores de empresas de telefonia a autoridades do governo não vão resolver o problema criado após a Anatel suspender a comercialização de novas linhas das operadoras Tim, Claro e Oi. Bernardo se reuniu pela manhã com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada.

"Eles (as empresas de telefonia) vão ter que conversar com os técnicos. Eu recebi ontem o presidente da Claro e a diretoria, vou receber outras empresas, mas repito: a negociação será feita com os técnicos da Anatel. O que nós estamos avaliando é se nesse período as empresas podem apresentar planos que sejam considerados consistentes pela Anatel, que aí teriam a venda liberada com o compromisso de cumprir esse plano. Se esse plano não for consistente, a Anatel não vai liberar", afirmou.

"Às vezes, as pessoas pensam que elas vão resolver isso ligando para o ministro ou vão ficar para não sei quem ligar para o ministro. Isso não vai resolver. Nós vamos resolver na negociação com os técnicos lá e com o compromisso de cumprir aquilo e vai ser acompanhado depois. Nós vamos acompanhar e vocês poderão acompanhar porque nós vamos colocar de forma pública", disse o ministro. "Nós vamos colocar no site da Anatel os compromissos que as empresas vão assumir."

O ministro voltou a defender a medida tomada pela Anatel, anunciada na semana passada. "Consideramos que foi uma medida muito forte, muito dura, mas que era inevitável. Nós tínhamos um volume de reclamações muito grande e era preciso dar uma arrumada, um freio de arrumação no setor e por conta disso acho que a Anatel agiu corretamente", afirmou. 

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