Bernardo é cauteloso em relação a barreiras às importações

'Sou a favor de todas as decisões do governo, e o MDIC faz parte do governo', afirma ministro do Planejamento

Sérgio Gobetti, de O Estado de S. Paulo,

27 de janeiro de 2009 | 13h20

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, respondeu com cautela nesta terça-feira, 27, a perguntas sobre possíveis incorreções na imposição de barreiras não-tarifárias às importações como as anunciadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). "Eu nem participei dessas decisões. Sou a favor de todas as decisões do governo, e o MDIC faz parte do governo. Se houver alguma coisa errada nessa decisão, não cabe ao Ministério do Planejamento corrigir", afirmou Bernardo, na entrevista que deu no Ministério do Planejamento ao anunciar a Programação de Execução Orçamento para 2009. Bernardo não quis comentar o mérito das decisões do MDIC nem do debate no governo sobre os problemas na balança comercial, mas admitiu que esse tema tem pautado a discussão interna. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou nesta terça, que passou a exigir nesta semana licenças prévias de importação para 17 setores, entre eles plásticos, borracha, ferro e aço, bens de capital,máquinas e aparelhos elétricos.  A justificativa é de que a partir de agora o ministério quer que o importador identifique minuciosamente o que está sendo importado, para saber o que está entrando no mercado brasileiro. O prazo legal da licença prévia é de 60 dias, mas a Secretaria de Comércio Exterior garante que vai liberar a licença automaticamente. Nesta terça, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai se reunir às 16 horas com o ministro interino do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, para discutir a balança comercial que já soma um déficit de US$ 645 milhões em janeiro.

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