Bernardo: Lula quer órgão para projetos de logística

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o governo crie um novo órgão para cuidar dos projetos do planejamento, principalmente, do setor de logística. Segundo o ministro, não necessariamente será uma empresa. "Não sabemos ainda o que vai ser, mas o presidente quer um reforço nessa área de engenharia e de projetos. Ele quer que seja criada uma estrutura, um bureau, algo para cuidar dos projetos, provavelmente, localizada no Planejamento (ministério)", disse.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2010 | 12h05

Bernardo disse que esse organismo seria semelhante à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão subordinado ao ministério de Minas e Energia, que faz o planejamento do setor elétrico. Ele explicou que essa nova estrutura não teria grandes ativos como uma empresa comum. "Os ativos serão seus técnicos, engenheiros e geólogos", disse. Para ele, não haverá conflito entre esse novo organismo e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). "O DNIT é mais executor do que elaborador de projetos", comentou.

Juros

Bernardo afirmou também que, com a decisão de ontem de aumentar o compulsório dos bancos, é possível que o Banco Central (BC) postergue o aumento da taxa básica de juros (Selic). "É uma possibilidade", disse o ministro, ao ser questionado sobre o assunto após participar de palestra na sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

"O BC dá um sinal claro de que, além do simples manuseio da taxa de juros, pode usar outros instrumentos (para controlar a inflação)", completou. Bernardo afirmou que, na opinião do governo, na inflação está sob controle. "Mas nós nos preocupamos sempre com ela", afirmou. Segundo ele, é uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o governo "bata duro" para controlar a alta dos preços.

O ministro também comemorou os resultados do superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) do setor público, divulgados hoje pelo Banco Central. O superávit primário acumulado em 12 meses, encerrados em janeiro, atingiu 2,32% do Produto Interno Bruto (PIB). "São bons resultados, mas a nossa meta é fechar o ano com 3,3% (do PIB). Com certeza, dá para chegar lá", disse. Bernardo negou que o governo esteja atrasando pagamentos de depósitos judiciais para inflar artificialmente o superávit.

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