Bernardo: meta fiscal foi reduzida para ter margem maior

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que o governo reduziu a meta de superávit primário das contas do setor público em 2009 para "ter uma margem maior para trabalhar". Ao chegar para a reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), nesta tarde, o ministro comentou sobre a boataria de não-cumprimento da meta e as críticas sobre a política fiscal. "Toda a vez que o mercado começa com essa boataria, eles acabam sendo desmentidos. Vai acontecer isso de novo", afirmou Bernardo.

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 15h34

Ele lembrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ontem, reiterou que o governo vai cumprir a meta de superávit fiscal. Questionado sobre qual meta o governo está perseguindo, o ministro não respondeu diretamente. Ele disse apenas que o governo fez um ajuste metodológico porque entendeu que poderia abater todas as despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da meta. "Mas nem isso é certo de que vamos precisar (para atingir a meta)." Bernardo disse que para abater as despesas do PAC da meta o governo teria que executar todo o programa.

O ministro acrescentou que essa margem maior obtida com a possibilidade de abatimento das despesas do PAC é importante este ano em que as receitas do governo caíram muito e o governo optou em não interromper os investimentos nem os programas sociais.

Ele também ressaltou que o governo também está tendo que ajudar os municípios, para quem já transferiu R$ 1 bilhão este ano e encaminhou proposta ao Congresso para destinar mais R$ 1 bilhão. Ele não deu prazo para estes recursos adicionais. "É bom lembrar que a receita este ano já está quase 8% menor do que a do ano passado".

Bernardo ainda disse desconhecer que o governo tenha atrasado os pagamentos de despesas do PAC no final de agosto para melhorar o resultado das contas naquele mês. "Não estou sabendo", disse.

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