Bernardo: podemos avaliar teto para juros do consignado

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje à Agência Estado que a decisão de suspender novas operações de crédito consignado para o servidor público federal, por 90 dias, tem por objetivo fazer um "verdadeiro pente fino neste sistema de financiamento". Segundo ele, o governo quer avaliar uma série de questões e pode estabelecer, inclusive, mecanismos como a definição de um teto para a taxa de juros cobrada no crédito consignado."Acho que temos que estabelecer condições, a Previdência Social estabelece um teto para os juros cobrados no consignado para os aposentados. Nós temos que olhar os juros que estão sendo cobrados do servidor, para ver se não há abusos", disse Bernardo, estendendo o raciocínio também para as taxas administrativas.O ministro destacou que a medida tomada hoje ocorreu por conta do relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou falhas no sistema e também por conta da percepção de que se trata de um número considerável de operações e que envolve um alto volume de recursos. Segundo ele, ao revisar o sistema, o Planejamento quer também definir critérios e exigências melhores para as entidades consignatárias, visando dar mais segurança e transparência. "Depois desse processo, vamos reabrir as operações com mais rigor e mais segurança", disse Bernardo.

FABIO GRANER, Agencia Estado

19 de outubro de 2007 | 20h06

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.