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Bernardo: poupança não deve servir para especuladores

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o projeto de mudanças para evitar que a caderneta de poupança se torne investimento mais atrativo do que os fundos de renda fixa está "na reta final de elaboração". Questionado se a medida poderia ser anunciada amanhã, Bernardo respondeu: "Não sei se amanhã, mas será anunciada nos próximos dias, porque esta é uma questão que não pode ficar em aberto para dar margem a especulações".

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

12 de maio de 2009 | 18h06

O ministro voltou a afirmar que o governo não prejudicará os poupadores. "Queremos manter a poupança como um instrumento de economia popular e, ao mesmo tempo, que não sirva para os especuladores", disse Bernardo, em entrevista após participar de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento.

Bernardo disse que o governo não fará alterações da noite para o dia nas regras de rentabilidade da caderneta de poupança. "A poupança é um instrumento sagrado de proteção da economia popular e não seria o presidente Lula que mudaria isso", afirmou durante a audiência.

O ministro voltou a criticar o "caráter especulativo" que a discussão em torno do assunto tomou, em razão de propagandas de alguns partidos políticos. Ele explicou que o objetivo do governo é evitar que especuladores, como George Soros, façam aplicações de alto vulto na poupança. "Não queremos que o George Soros, que já se autointitulou um especulador, abra uma poupança de US$ 20 milhões no Brasil e diga: agora estou com meu dinheiro protegido no Brasil", exemplificou.

Bernardo afirmou que o governo achará uma solução transparente para evitar que a poupança se torne mais atrativa que os fundos de renda fixa. Ele disse ainda que há um temor de que os grandes bancos privados também coloquem dinheiro na poupança, o que dificultaria a rolagem da dívida pública. Bernardo disse que o governo "tem muito juízo". "O Brasil é respeitado mundo afora não é à toa", disse.

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