Bernardo sobre poupança: é preciso pensar no juro no longo prazo

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu nesta terça-feira que o governo precisa taxar a poupança porque, no médio e longo prazos, a tendência é que a taxa de juros continue em queda.

REUTERS

15 de setembro de 2009 | 10h34

"Temos que pensar no médio e no longo prazos o que vai acontecer com o juro", afirmou a jornalistas ao comentar o encaminhamento do projeto do governo que taxa investimentos de poupança superiores a 50 mil reais.

Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o projeto será enviado esta semana para apreciação do Congresso.

Paulo Bernardo destacou que o Brasil está com a inflação controlada e com os fundamentos econômicos muito bons. "Acho que vamos ter taxa (de juros) de 2 por cento real (no longo prazo)", afirmou.

O ministro acrescentou que no futuro a poupança irá requerer alterações para reduzir a vantagem dela em relação às demais aplicações. "A poupança, por lei, tem um rentabilidade mínima de TR (Taxa Referencial) mais 0,5 por cento (ao mês)".

Paulo Bernardo falou a jornalistas antes da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que vai tratar sobre a crise econômica com a presença de ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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