Berzoini pede revisão das metas de inflação

O ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, defende uma revisão das metas de inflação, a fim de possibilitar uma redução das taxas de juros pelo Banco Central. Ele justificou essa opinião pela existência dos impactos - que ele considera extraordinários - dos aumentos dos preços do petróleo e do aço, nas tarifas administradas pelo governo. "Isso evidentemente é uma situação anômala e seria fundamental que o Conselho Monetário Nacional pudesse entender essa situação diferenciada", ponderou o ministro, durante o programa Conjuntura Econômica, da "TV Cultura". "Rever as metas de inflação seria um reconhecimento da realidade", afirma. Berzoini considera as metas de inflação inadequadas para o atual momento econômico do País, embora tenha ressalvado ser esta uma opinião pessoal dele e não uma posição de governo. "A meta de 4,5%, ajustada para 5,1%, é, no meu entendimento, irreal", frisou Berzoini. Ele estimou que a inflação deve a fechar o ano na casa de 6% a 6,5%. "Eu não vejo razão para manter o foco da política monetária na meta de 5,1%, quando nós podemos, com um pequeno ajuste, ter uma política monetária menos dura e, portanto, taxas de juros menores." O ministro do Trabalho afirmou que o Brasil precisa crescer a uma taxa superior a 4% ao ano para que o crescimento do emprego supere o da população economicamente ativa. "Eu acredito que nós podemos crescer de maneira sustentada, desde que a inflação se estabilize, acima de 5% ao ano sem nenhum risco de descontrole orçamentário", disse. "Mesmo que neste ano não se atinja a meta proposta pelo CMN, há uma tendência de deflação contínua para que nós possamos chegar a um patamar civilizado de inflação e com isso praticar uma taxa de juros também civilizada."

Agencia Estado,

25 Maio 2005 | 06h41

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