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Besserman não crê em 'ingerência política'

Ex-presidente do IBGE no governo FHC não sabia de detalhes do problema, mas diz ter confiança no instituto

Clarissa Thome, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2014 | 02h11

RIO - O economista Sérgio Besserman, que presidiu o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), disse não acreditar que a divulgação de dados alterados pelo instituto na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) tenha ocorrido por "ingerência política". 

Besserman foi informado de que o IBGE assumiu erros na divulgação da pesquisa referente ao ano de 2013 pela reportagem do Estado, quando se preparava para embarcar para Nova York, onde participará da Conferência de Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa na próxima semana.

"Como não tenho os detalhes, não tenho comentário técnico a fazer. Mantenho minha confiança no instituto. Se houve erro, é lamentável. Mas é um erro. Por tudo o que conheço do IBGE, descarto a possibilidade de ingerência política", afirmou Besserman, que estava à frente do instituto quando foi realizado o Censo 2000.

'Erro técnico'. Para o economista Silvio Sales, que atuou por 35 anos no IBGE e coordenou as pesquisas sobre indústria do órgão, os dados equivocados divulgados na Pnad-2013 também foram provocados por "erro técnico" e que o instituto terá "todo o espaço para explicar o que houve".

"É claro que essa situação gera um desgaste, mas tecnicamente o IBGE vai resolver. A ação imediata de vir a público esclarecer que foi um erro é o lado positivo. Acredito em erro técnico, não ultrapassa esses limites", afirmou Sales. "Tem um desgaste técnico, dá margem a especulação, mas pessoalmente não acredito nisso (ingerência). A credibilidade do IBGE foi construída ao longo de muitos anos e não tem por que deixar escorrer pelos dedos."

Sales ressaltou que os técnicos do IBGE fazem um "trabalho muito sério", tanto que partiu deles a reação contra a suspensão da Pnad Contínua, decisão posteriormente revista pela direção do órgão.

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