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BG e Petrobras têm critérios diferentes para Tupi

O volume estimado pela britânica BG para as reservas de petróleo no campo de Tupi, na Bacia de Santos, refere-se ao óleo "in place", e não óleo recuperável como faz a Petrobras. Isso significa que a BG faz o cálculo sobre toda a acumulação de petróleo existente no local, enquanto a estatal brasileira projeta o volume que pode ser retirado do campo. Na prática, explicam geólogos, os dois números acabam sendo semelhantes, já que a média recuperável em um campo comum é de 30% do total "in place".No caso do campo de Tupi, a BG divulgou hoje uma revisão do volume estimado inicialmente, de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) para os 30 bilhões. A Petrobras estima volume entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. A BG tem 25% do campo de Tupi, a Petrobras tem 65% e a portuguesa Galp, 10%."Considerando a média recuperável, podemos imaginar que seria possível atingir um volume recuperável de 10 bilhões de barris", estimou o professor Giuseppe Baccocolli da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ele lembra, entretanto, que já existem especulações de que o reservatório de Tupi poderia render uma média um pouco menor.O analista da Brascan Corretora, Felipe Cunha, também avalia, em relatório divulgado hoje, que os números da BG são praticamente os mesmos informados pela Petrobras. Na visão Cunha, os números da Petrobras parecem mais "precisos" devido à experiência da estatal em águas profundas e especialmente na camada pré-sal.

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