Bic investe o dobro em marketing

Faça um estudante escolher entre um computador e uma caneta para escrever o trabalho de Ciências e você saberá o que preocupa a Bic. Textos escritos à mão são cada vez menos frequentes entre os alunos brasileiros. Para reforçar sua marca nas escolas, a fabricante de canetas francesa fará este ano o maior investimento em marketing de sua história no Brasil para o segmento de papelaria.

O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h09

Pela primeira vez, a Bic vai investir numa campanha fora do período em que os pais costumam comprar material escolar, entre janeiro e março. No sábado, começa a patrocinar o quadro Soletrando, no Caldeirão do Huck, da Rede Globo. Para esta campanha, que ficará no ar por seis finais de semana, a fabricante de canetas resgatará um slogan antigo que fez sucesso na década de 90: "Bic. É assim que se escreve". A empresa terá direito a 60 segundos de merchandising por programa e terá de bancar a premiação. Além de dar uma bolsa de estudos de R$ 100 mil para o vencedor, a fabricante de canetas terá (ironicamente) de bancar computadores para os finalistas e suas escolas. O total do investimento não foi revelado, mas será o dobro do que foi investido em 2011. "Queremos reforçar que a Bic é uma empresa que contribuiu com a educação e é complementar às novas tecnologias", diz Emerson Cação, diretor de marketing da Bic, que fatura R$ 602 milhões.

CERVEJA 1

Kirin gostou do que viu

No início de junho, a Kirin Holdings Investments Brasil, controladora da Schincariol, sondou o Grupo Petrópolis, dono da cerveja Itaipava. A japonesa, conforme fontes ligadas à multinacional, gostou do que viu e agora já considera a compra da terceira maior cervejaria do País. A fusão também seria uma alternativa. Mas um possível negócio entre as duas não será fechado com facilidade. A Kirin, depois da aquisição da Schincariol, leva nas costas US$ 13,931 bilhões em dívidas. Já a Petrópolis é investigada por suspeita de sonegar R$ 600 milhões em impostos estaduais. Oficialmente, nenhuma das empresas comenta o assunto.

CERVEJA 2

A investida de Adriano

Essa não é a primeira vez que a Schincariol se interessa por uma aquisição - ou até mesmo por uma fusão com a Petrópolis. Em junho de 2010, Adriano Schincariol, que detinha 51% da cervejaria, chegou a propor uma negociação com Walter Faria, controlador da Petrópolis. Mas a conversa não foi adiante. Depois disso, Adriano decidiu-se por vender a empresa, comprada pela Kirin por R$ 6,5 bilhões.

VAREJO

Cencosud quer crescer mais

"Temos que crescer muitíssimo porque ainda estamos em quarto lugar", disse Horst Paulmann, presidente e fundador da rede chilena Cencosud, a respeito de seus planos para o Brasil. Em entrevista à imprensa chilena, Paulmann afirmou que o crescimento de sua rede de supermercados no Brasil é prioridade para a empresa neste ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.