Árvore Filmes/Tenda
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Bicampeã concentra atuação em São Paulo

Capital paulista responde por 80% do valor de R$ 606 milhões lançados pela Tenda em 2018 na região metropolitana

Heraldo Vaz, Especial para O Estado

25 de junho de 2019 | 03h00

Bicampeã do Top Imobiliário no ranking das dez construtoras com os maiores volumes de lançamentos na Região Metropolitana de São Paulo, a Tenda venceu a disputa com 173 empresas pela liderança do setor. Dividiu o pódio da categoria com a Plano&Plano, vice-líder, e a MRV Engenharia.

O principal mercado da Tenda está na capital paulista. “São Paulo foi a regional que mais cresceu no último exercício”, afirma o diretor financeiro (CFO) da companhia, Renan Sanches. Foram 11 novos empreendimentos, com 3,7 mil imóveis econômicos, lançados na região metropolitana em 2018, com valor geral de vendas de R$ 606 milhões. “80% do VGV foi na cidade de São Paulo”, diz.

A construtora atua exclusivamente no programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), destinado ao público de baixa renda. Os seus produtos são destinados às faixas 1,5 e 2, com limites de renda de R$ 2,6 mil e R$ 4 mil, respectivamente.

O diretor aponta a estratégia de, “primeiro, preencher a capital”, deixando para depois outras praças da região metropolitana da capital. “Consigo vender mais rápido dentro da cidade de São Paulo.”

Crescimento

No Brasil, segundo o balanço operacional do ano de 2018, os números são de crescimento. Os lançamentos totalizaram valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,91 bilhão (13% acima de 2017). Foram 49 novos empreendimentos com 13,6 mil unidades (aumento de 16%). O preço médio foi de R$ 140 mil por apartamento lançado no mercado nacional.

A Tenda registrou lucro líquido de R$ 200 milhões em 2018 milhões (aumento de 87%) e de R$ 50 milhões no primeiro trimestre deste ano, com as operações em oito regiões metropolitanas. 

Além de São Paulo, está presente nas praças de Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Goiânia (GO), onde estreou em dezembro passado.

Em 2018, foram entregues pela construtora mais de 10 mil unidades prontas para morar. A empresa encerrou o ano com 44 obras em andamento espalhadas pelo País.

Um terço

Além de representar um terço do VGV lançado no Brasil, a Região Metropolitana de São Paulo respondeu por 29% do valor geral das vendas realizadas no mercado nacional, onde a Tenda faturou R$ 1,85 bilhão (20% acima de 2017) com a comercialização de 13,5 mil imóveis econômicos.

Para 2019, a companhia estima um crescimento de 5% a 16% no volume de vendas. “As vendas oscilarão entre R$ 1,95 bilhão e R$ 2,15 bilhões”, conforme guidance que consta no balanço do primeiro trimestre.

Apetite

Apoiando-se na orientação já divulgada, Sanches diz que, neste ano, a expectativa é continuar crescendo. “Estamos comprando mais terrenos do que lançando em São Paulo. A Tenda vem com bastante apetite para compra de terrenos”, afirma o executivo. 

Ele ressalta os resultados positivos do primeiro trimestre, quando lançou dois empreendimentos em São Paulo, com valor global de R$ 106 milhões, triplicando o VGV lançado de R$ 35 milhões entre janeiro e março de 2018. “Tivemos um início de ano melhor.”

Novo patamar

Os projetos da companhia ganharam altura depois da construção do Colibris, na zona leste de São Paulo, o primeiro projeto com elevador entregue em abril de 2018. Este empreendimento foi um marco ao permitir construção de edifícios populares, mais altos e com melhor aproveitamento do terreno. 

“Foi nosso primeiro projeto com elevador desde a mudança de gestão da companhia, que ocorreu em 2011”, diz Sanches, referindo-se ao Colibris. “Hoje, 90% do landbank de São Paulo é composto por terrenos para prédios com elevador. Isso fez com que nossa capacidade de comprar terreno saltasse de forma relevante.”

A Tenda aposta também na formação do banco de terrenos para os anos futuros. “Estou me fortalecendo para continuar crescendo em São Paulo por ser a região com maior potencial de crescimento e também a de maior rentabilidade do Brasil.”

Espalhado por oito regiões, o landbank da Tenda fechou 2018 com um VGV potencial de R$ 8,9 bilhões. Cresceu para R$ 9,4 bilhões, no fim do primeiro trimestre deste ano, puxado por São Paulo, que tem um banco de terrenos para projetos com valor de R$ 3,2 bilhões, representando uma fatia de 34%.

“A perspectiva é de incrementar esse percentual ao longo do ano”, diz o CFO. Até 2017, a Tenda comprava terrenos para projetos de edifícios, sem elevador, de apenas quatro pavimentos.

Depois de “ganhar convicção” sobre os custos similares para prédios mais altos, segundo o diretor financeiro, a companhia aumentou o volume de compra de terrenos na cidade de São Paulo.

No próximo mês, a Tenda entrega mais um empreendimento da safra com elevador. Formado por dois projetos, Alameda Freguesia e Pátio Limão, está localizado na Freguesia do Ó, a 200 metros da Marginal Tietê.

São 504 apartamentos de um e dois dormitórios (40 m² a 42 m²), que custam, em média, R$180 mil, distribuídos em sete blocos, com nove andares.

No primeiro trimestre, a Tenda lançou dez empreendimentos no País, totalizando R$ 386 milhões em valor geral de vendas, incluindo dois novos projetos em São Paulo. 

Um deles foi o Verona, no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste, com 456 apartamentos, de um e dois dormitórios (área de 42 m² a 44 m²), a partir de R$ 160 mil. O projeto terá três blocos, com 18 pavimentos mais o térreo.

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