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BID alerta sobre os "perigos ocultos" na economia chinesa

O principal assessor do departamento de pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Eduardo Lora, alerta para os "perigos ocultos" da economia chinesa na economia mundial. Não pelo crescimento expressivo - a China já é a sexta maior economia do mundo - mas pela distorção financeira que está sendo provocada pelas estatais. "O país destina 20% do PIB anual para empresas estatais, a maioria delas ineficiente e inviável em uma economia de mercado", diz Lora, em entrevista concedida à Agência Estado, por telefone de Washington.Levantamentos mais recentes mostram que o número de empresas públicas chinesas caiu nos últimos anos, passando de 262 mil, em 1997, para 160 mil atualmente. Mas essa queda não se deve apenas ao programa de privatizações, mas também à quebradeira de um bom número delas. Entre 1994 e 2002, por exemplo, mais de 3 mil estatais faliram, deixando um buraco de quase 200 bilhões de yuanes (US$ 20 bilhões) em créditos irrecuperáveis. Nos próximos cinco anos, estas dívidas poderão somar mais US$ 24 bilhões, segundo estimativas de bancos privados.De acordo com o economista, as estatais chinesas estão absorvendo o grosso do crédito dos bancos, sem atenção suficiente para o risco, graças ao crescimento monetário que garante um aumento anual de 15% em depósitos bancários. "Essa distorção financeira é o calcanhar de Aquiles da economia chinesa", diz. Ele afirma que o governo chinês parece estar ciente do problema e já vem tomando medidas para fortalecer o sistema financeiro.

Agencia Estado,

14 de abril de 2004 | 17h17

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