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BID critica idéia de unificar moedas do Mercosul

Economistas do BID criticaram hoje no Rio a possibilidade de unificação monetária entre os países do Mercosul, discutida entre a Argentina e o Brasil na semana passada. Em evento no Rio, para a apresentação um relatório sobre a economia da América Latina, o economista do banco, Ernesto Stein, disse que os malefícios da unificação superam os benefícios."Até há bem pouco tempo a literatura disponível indicava que os países que unificassem sua moeda poderiam até triplicar suas relações comerciais. Com a União Européia, verificou-se um incremento de no máximo 10% nas relações entre os países membros e muito pouco disso se atribui à unificação da moeda", disse. Segundo ele, um benefício poderia ser uma maior estabilidade da moeda, mas "ainda não há entendimento entre os dois países (Brasil e Argentina), apesar da proximidade atual do câmbio". AlcaPara outro economista do BID, Robert Devlin, "a relevância de uma unificação monetária vai depender da vontade política de aprofundar os acordos bilaterais existentes entre ambas as partes". Segundo ele, a utilização de acordos bilaterais como forma de "barganha" para obter vantagens na negociação em outros acordos multilaterais de maior porte, especialmente no caso da Alca, pode se reverter em obstáculos para os países em desenvolvimento.Devlin disse que o Brasil precisa definir melhor as metas de negociação para os próximos anos, para não correr o risco de negociar simultaneamente em lados opostos, conflitantes e em acordos que sejam prejudiciais um ao outro. "É preciso ao país que vai entrar no jogo para obter vantagens comerciais no mercado internacional. Ter muito bem definidas suas metas e suas margens de negociação, para saber até onde pode ceder e onde quer chegar exatamente", disse.

Agencia Estado,

07 de maio de 2003 | 16h23

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