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BID destaca avanços no América Latina mas lembra que pobreza continua

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, destacou em Quito os avanços econômicos dos últimos anos na América Latina e no Caribe, mas lembrou que há 210 milhões de pobres numa região de mais de 500 milhões de habitantes.Ao inaugurar o IX Fórum Interamericano da Microempresa na capital equatoriana, Moreno disse que desde os anos 60 não se viam índices de crescimento sustentado, mas nos últimos três anos a região mostrou um crescimento médio anual de 5%. Ele espera que a taxa não baixe de 4,5% este ano.Além disso, observou que a inflação "está sob controle em quase todos os países". Em 2005, a média da inflação foi de 6,3%, o que ele considerou uma "verdadeira conquista histórica".Apesar dos indicadores, o presidente do BID disse que "há muito por fazer" no plano macroeconômico para melhorar a produtividade, incentivar as economias locais e aumentar a competitividade dos países."A insuficiência da infra-estrutura, as carências da educação, os baixos níveis de investimento em pesquisa e a fraqueza das instituições públicas atrapalham as empresas e o emprego", ressaltou.Em matéria de desenvolvimento humano e social, a América Latina e o Caribe atingiram "resultados díspares", disse Moreno. Ele registrou que em indicadores como expectativa de vida, mortalidade infantil, alfabetização e escolaridade, a região teve "espetaculares avanços" nas últimas décadas.Em outros aspectos há deficiências. A mais destacada é a pobreza, que afeta "mais de 210 milhões de latino-americanos e caribenhos", segundo Moreno. "Cerca de 60 milhões de pessoas passam fome, mas poderíamos produzir alimentos para 1,8 bilhão", avaliou.Moreno lembrou que o BID criou a iniciativa Oportunidades para a Maioria, que procura melhorar o acesso a serviços financeiros e de desenvolvimento empresarial, capacitação, tecnologias de informação e comunicação, infra-estrutura básica e habitação.Para atingir os objetivos, o Banco planeja criar a Rede de Inovação e Oportunidades "para somar esforços e alavancar recursos com outras instituições".O presidente do BID disse que pretende triplicar o volume anual de microcréditos na América Latina e no Caribe nos próximos cinco anos, para chegar a US$ 15 bilhões em 2011.Na região, segundo os dados de Moreno, as pequenas e médias empresas empregam de 40 a 60% da força de trabalho e representam 40 a 50% do Produto Interno Bruto (PIB).

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 07h28

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