Bid deve liberar US$ 700 milhões para Argentina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deve liberar, na próxima segunda-feira, cerca de US$ 700 milhões para o governo argentino financiar programas sociais emergenciais, principalmente na área de saúde e nutrição. A informação foi pelo presidente do BID, Enrique Iglesias, durante assinatura de contratos com o Brasil. Os recursos estão sendo remanejados de programas que já haviam sido aprovados, mas que tinham perfil de prazo mais longos.Outras formas de apoio do BID dependerão do acordo que a Argentina está negociando com o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Por isso é urgente um acordo com o FMI", di sse Iglesias, que prevê a conclusão das negociações para breve. Ele informou ainda que, na última segunda-feira, ele e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, discutiram, em Washington, as mudanças no Convênio de Crédito Recíproco (CCR) para apoiar o comércio entre Brasil e Argentina. Amaral disse que o apoio do BID ao CCR trará maior dinamismo ao comércio entre os países da região. O ministro explicou que atualmente o CCR conta com a participação de 14 países, mas que a ma ioria deles limita as operações, que têm a garantia dos governos. O Brasil limita as operações a um prazo de 360 dias e ao valor de US$ 100 mil. Com a crise argentina, os limites serão alterados para que a cobertura seja mais abrangente, e o risco será assumido pelo Tesouro Nacional. O ministro informou que o governo já estudou, em diversos momentos, a proposta de uma câmara de compensação que envolvesse apenas as moedas dos países participantes. Mas o sistema, que voltou ao debate, encontra dificuldad es na volatilidade do câmbio na Argentina. Segundo Amaral, mesmo que os bancos centrais dos dois países superassem as dificuldades técnicas que apontam para o sistema, dificilmente haveria interessados em operar com esse mecanismo alternativo.

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