BID diz que Alca é chave para desenvolvimento da AL

Depois do duro recado do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Robert Zoellick, aos países da América Latina para aceitarem a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) - caso contrário se veriam obrigados a "vender seus produtos na Antártida"-, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fez nesta semana outro alerta: "a integração é a chave para o desenvolvimento".Em sua mais recente edição do "Informe sobre Progresso Econômico e Social", publicado anualmente, esse organismo multilateral de financiamento afirma que os acordos de integração regional, a redução de barreiras tarifárias e os pactos comerciais Norte/Sul se transformaram em importantes ferramentas de desenvolvimento, que permitirão que a América Latina e o Caribe sejam mais competitivos no século 21.Depois de citar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e outros acordos bilaterais com o Canadá e os Estados Unidos, o BID afirma que blocos subregionais como o Mercosul, a Comunidade Andina de Nações e o Mercado Comum Centro-Americano precisam aprofundar suas iniciativas comerciais se pretendem continuar sendo relevantes dentro do âmbito da Alca."Nenhuma das subregiões na América Latina está perto de ser uma união aduaneira", constata o BID no documento. Diante disso, o banco faz um alerta: "O estado imperfeito de uniões aduaneiras na região criaram justamente o tipo de custos que supostamente esse sistema deveria eliminá-los."Por isso, acrescenta o informe, a concretização de um acordo equilibrado e abrangente sobre a Alca para 2005 é um objetivo estratégico para a América Latina e o Caribe. Para o banco, um pacto com essas características brindaria um acesso mais seguro aos mercados norte-americanos, reduziria os desvios de comércio, melhoraria a produtividade, estimularia o investimento estrangeiro direto, consolidaria as reformas políticas e fortaleceria a cooperação hemisférica.

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