BID encerra Assembléia Anual e decide flexibilizar empréstimos

A 47ª Assembléia Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi encerrada hoje em Belo Horizonte com a decisão de flexibilizar o fluxo de recursos da instituição para seus países-membros. O presidente do organismo multilateral, o colombiano Luis Alberto Moreno, disse no discurso de encerramento que, entre as decisões adotadas pelos governadores da entidade, foi aprovado hoje um esperado aumento da pasta de projetos privados que podem receber empréstimos.O BID, que dá preferência a projetos de infra-estrutura e sociais garantidos pelos Governos, já tem um fundo de até 10% de seu capital para financiar projetos privados. Mas, a partir de agora, poderá financiar qualquer projeto privado, não somente os de infra-estrutura, mercado de capitais e comércio exterior. "A ampliação permitirá entrar em sintonia com as necessidades da região e melhorar sua capacidade de resposta", disse Moreno.O banco também aprovou a possibilidade de apoiar projetos públicos que não tenham a garantia soberana dos respectivos países-membros. Moreno ressaltou que o banco também decidiu analisar a iniciativa multilateral de reduzir a dívida dos países pobres mais endividados. Outros organismos, como o Banco Mundial, já perdoaram dívidas de alguns destes países. Na Assembléia de Belo Horizonte, Bolívia, Honduras, Guiana, Nicarágua e Haiti esperavam o perdão de empréstimos estimados em US$ 5,4 bilhões, mas a decisão foi adiada até o fim do ano.Próximas tarefasEntre as próximas tarefas do BID, Moreno enumerou "uma nova visão e um novo modelo de negócios" que permitam reafirmar o compromisso com a redução da pobreza e o crescimento. Entre elas também estão empreender programas de assistência "planejados de acordo com as necessidades dos países", aumentar a capacidade de resposta da entidade e aprofundar a agenda social que promova o cumprimento das chamadas Metas do Milênio de redução da pobreza global.

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