BID não prorrogará prazo para dívida argentina

Depois de afirmar que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ampliaria o prazo para o pagamento de parte da dívida argentina, o governo do presidente Eduardo Duhalde não sabe se, de fato, isso será possível. Em entrevista a uma agência internacional de notícias, uma fonte do BID declarou nesta quarta-feira, em Washington, que a Argentina poderá ter acesso a novos recursos nos próximos meses se o país mantiver em dia seus compromissos com o banco. Há algumas semanas, funcionários da equipe econômica do governo argentino vêm tentando adiar o pagamento de US$ 700 milhões que vencem em meados deste mês. Ontem, em Genebra, o presidente do Banco Central argentino, Aldo Pignanelli, havia afirmado que o BID teria concordado em "adiar por dois meses" o pagamento de US$ 535 milhões. O BID, no entanto, tem afirmado constantemente que os estatutos do banco não permitem refinanciamentos ou reprogramações de dívidas do setor público dos estados membros. A política do BID permite ao país um prazo máximo de 30 dias para honrar seus compromissos. Caso contrário, o organismo pode decidir interromper imediatamente qualquer ajuda financeira, sem poder ainda subscrever ou enviar algum novo acordo à direção do BID, que espera que a Argentina chegue, o mais rápido possível a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse caso, o BID estaria disposto a aprovar um crédito de emergência em poucas semanas para o país, como fez recentemente com o Uruguai. No início da tarde, o site do jornal "Ámbito Financiero" informou que o Ministério de Economia não havia resolvido ainda sobre o pagamento do montante que vence este mês ao BID.

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