Bid sugere reduzir dependência externa na América Latina

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid), Enrique Iglesias, pediu hoje, no encerramento da 45ª Assembléia Anual, prudência aos países da América Latina que, depois da recessão dos últimos anos, começam a mostra sinais de crescimento. "Estamos saindo da recessão e voltando a crescer, mas essa recuperação está submetida a pressões externas", alertou. Ele afirmou ser importante reduzir a volatilidade e vulnerabilidade criando "próprios ventos", ou seja, bases sólidas para enfrentar choques externos. "A mensagem final dos governadores do Bid recomenda que sejamos anticíclicos. Ou seja, a implementação de políticas que consigam reduzir os impactos da volatilidade externa", disse. Para isso, acrescentou, é necessário modernizar as economias abrir-se para o mundo. Segundo ele, outro grande desafio da região é resolver o problema do investimento em infra-estrutura. Neste sentido Iglesias apoiou à "Carta de Lima", na qual 11 países latino-americanos decidiram levar ao FMI a proposta de mudanças contábeis no gasto público. Os 11 países afirmam que investimentos em infra-estrutura não podem mais ser considerados como gasto. "A proposta é muito positiva", afirmou. Apesar do tom econômico, Iglesias não deixou de mencionar a questão social. "Continuamos preocupados com o avanço da pobreza, das desigualdades sociais e do desemprego, que chegou a cifras muito altas", disse. Ele afirmou que o Bid "é do social" e que 50% dos recursos que ele destina são para essa área.

Agencia Estado,

31 Março 2004 | 15h55

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