Stefani Reynolds/The New York Times
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Biden promete 100 milhões de cheques para a população americana em 10 dias

Medida faz parte do pacote de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão aprovado pelo Congresso; presidente dos EUA também sinalizou que quer mexer em impostos

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 05h00

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou ontem que o governo americano enviará 100 milhões de cheques do pacote fiscal nos próximos dez dias. A legislação, aprovada no Congresso e assinada pelo chefe da Casa Branca na semana passada, prevê pagamentos diretos de US$ 1,4 mil para indivíduos que ganham até US$ 75 mil por ano. 

“O Plano de Resgate Americano já está fazendo o que foi projetado para fazer: a diferença na vida cotidiana das pessoas”, declarou o democrata durante um discurso sobre a implementação dos estímulos trilionários.

“O diabo está nos detalhes”, afirmou Biden, ao dizer que o envio dos benefícios requer supervisão “meticulosa”. Ele confirmou que nomeará Gene Sperling, ex-diretor do Conselho Econômico Nacional, para supervisionar a implementação da lei. De acordo com o presidente americano, o economista estará em contato direto com prefeitos e governadores.

Biden voltou a dizer que o pacote fiscal tem foco em “reconstruir a espinha dorsal do país” e que o governo pode levar a economia americana “de volta aos trilhos” ao fornecer apoio a pequenas empresas. 

O democrata também afirmou que os Estados Unidos alcançarão a marca de 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas nos próximos dez dias.

Ainda ontem, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que Biden pensa que as “grandes corporações” poderiam pagar mais impostos. A assessora havia sido questionada, durante uma coletiva de imprensa, sobre o financiamento do pacote de investimentos em infraestrutura que será o novo foco do democrata, após a aprovação do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão.

De acordo com a Bloomberg, Biden considera aumentar o imposto corporativo de 21% para 28%, elevar a alíquota do imposto de renda para indivíduos que ganham mais de US$ 400 mil por ano, estabelecer impostos mais altos sobre ganhos de capital para indivíduos que ganham pelo menos US$ 1 milhão por ano, reduzir preferências fiscais e expandir o alcance do imposto imobiliário. Na coletiva, Jen confirmou que não haverá aumento para quem ganha menos de US$ 400 mil por ano. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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