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Big data é a solução para os problemas?

Nos últimos anos produzimos mais dados do que ao longo de toda a nossa história; em 2011 o volume de dados armazenados pela humanidade era de 1,8 zetta bytes, hoje são mais 40 zetta bytes

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 05h00

O que estamos vivendo tem marcado as nossas vidas e tem trazido mudanças que podem ser se tornar definitivas. Não somente a grave crise tem provocado essas mudanças, mas estamos num mundo dominado pela tecnologia que traz grandes alterações no nosso modo de viver.

Algumas pesquisas indicam que novos comportamentos já são verificados. Como a insegurança aumentou, está ocorrendo uma maior busca por informações. Há um nítido crescimento de cursos online. O e-commerce tem crescido muito nos últimos meses. Por outro lado, houve um crescimento da busca pela fé e pelo sagrado. Ocorre, também, o comportamento voltado para a saúde, o bem-estar, para maior qualidade de vida. O isolamento trouxe alterações na alimentação das pessoas, com dedicação a cozinha mais saudável e a cozinha gourmet.

Em meio a tudo isso, outro fato que vai provocar mais mudanças é o lançamento do Pix como meio de pagamento. Carregar dinheiro vivo ou mesmo moeda plástica devem ser práticas cada vez menos comum. A nova forma de realizar pagamentos não irá alterar somente a velocidade de transferência de recursos, mas também o nosso comportamento no momento do consumo.

Outro fator importante trazido pela revolução digital é a interferência direta em nossa vida pessoal e profissional pela quantidade de dados e informações que nos é disponibilizada. Nos últimos anos produzimos mais dados do que ao longo de toda a nossa história.

ara dar uma ideia de toda essa transformação, em 2011 o volume de dados armazenados pela humanidade era de 1,8 zetta bytes, hoje são mais 40 zetta bytes. Para aqueles, como eu, que não tem tanta familiaridade com essa dimensão, esse volume de dados corresponde a 57 vezes a quantidade de todos os grãos de areia de todas as praias da Terra. Dito de outra forma, se esse volume de dados fosse salvo em discos Blu-Ray, o peso desses discos seria de mais de 40 milhões de toneladas.

Todo esse cenário traz questionamentos importantes para as pessoas e empresas, como quais produtos ou serviços serão demandados? Como será nosso modo de vida? Mas, uma questão chama muito a atenção. Como obter respostas do fenômeno que denominamos de big data?

Uma das respostas interessantes sobre isso vem de um projeto sobre inclusão financeira do Banco Mundial com o uso de big data. Nas lições aprendidas trazidas pelo estudo consta que devemos combinar a análise de big data e métodos de pesquisa clássicos. Embora seja uma nova fonte de dados muito rica, o big data é basicamente “apenas” uma nova fonte de dados e não torna outros dados obsoletos.

Falar com as pessoas continua sendo uma fonte poderosa de informação. Pelo seu lado, Nassim Taleb diz que “Não estou dizendo que não existe informação no big data. Existem muitas informações. O problema – a questão central – é que a agulha vem em um palheiro cada vez maior”.

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