Big data e IA vão atuar cada vez mais na saúde
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Big data e IA vão atuar cada vez mais na saúde

Edvaldo Vieira, CEO da Amil, e Fabio Costa, da Salesforce, falam sobre telessaúde

Salesforce, Estadão Blue Studio
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17 de novembro de 2021 | 08h00

Poucas indústrias estão sendo tão afetadas pela transformação digital quanto a da saúde. Assim como poucas foram tão impactadas pela pandemia. Ninguém conta melhor essa história do que Edvaldo Vieira, CEO da Amil. É uma história que inspira — de resiliência empresarial e gana de mudar. A indústria, ele conta nessa conversa com o Estadão Blue Studio e Fabio Costa, general manager no Brasil da Salesforce, muda porque estamos todos mudando de muitas maneiras.

Pelo cansaço que o baque dos últimos anos traz — saúde mental está se tornando mais importante. Também pela praticidade que o digital impõe. Consultas via apps vão ficar cada vez mais comuns. E, do jeito que Vieira conta, essa não é só uma história de gestão. É, também, a história de todos nós.

Estamos vivendo a pandemia num mundo digital. A telemedicina veio para ficar?

Edvaldo Vieira – Vimos durante a pandemia uma aceleração fantástica na adesão a nossos aplicativos, que subiu para perto de 95% em algumas funcionalidades, como agendamento e reembolso. Disponibilizamos aplicativos para nossos 5,7 milhões de beneficiários – 3,4 milhões de saúde, e os demais na área dental. Então, a experiência do cliente é importante, e a necessidade fez com que a adesão a esses aplicativos evoluísse. Acreditamos que a telessaúde veio para ficar. Ela é importante, e o cliente a aceitou. 

Pode nos dar um exemplo?

Antes da pandemia fazíamos perto de mil teleconsultas por mês. Hoje estamos perto de 90 mil mensais, e o acumulado chegou a 2 milhões. E enviamos as receitas de forma segura. Em termos de experiência, é possível evoluir, pois, uma vez que você tem a receita, pode haver o link automático com a farmácia, o medicamento chegar por delivery, e a experiência do cliente vai sendo cada vez mais considerada. O setor de saúde tem que evoluir para isso. Havia um motivo para essa integração, que era o isolamento social, mas lentamente o estamos deixando... 

Eu tenho a esperança de que no caso da telessaúde esse hábito veio sim para ficar. E nosso papel é como garantimos a evolução dessa experiência. Para mim o segredo está na experiência do cliente e na resolubilidade da necessidade dele. E, importante, os clientes entenderam que não precisam sempre ir para o hospital; apenas 5% acabam indo. Mas o objetivo da telemedicina não é evitar que o cliente vá ao hospital, é dar uma comodidade de resolver a necessidade dele, e os clientes têm entendido isso. Esse é o caminho que imaginamos trilhar.

A impressão é que a indústria da saúde é uma das que mais se digitalizaram? 

Fabio Costa – Com certeza. Eu tenho a impressão de que no caso de dor no joelho, por exemplo, você tem de ir ao hospital, porque o médico tem de examinar, fazer exames. Mas nos casos de dor de cabeça, coriza, esse tipo de coisa, e principalmente nos de saúde mental, fazer tratamento, consultas e terapias via tecnologia se provou um sucesso.

Outro ponto: com tanta informação, Edvaldo, será que o big data e a inteligência artificial (IA) não vão ter um papel ainda mais preponderante na antecipação de doenças?  

Edvaldo Vieira – Sem dúvida. Nos nossos modelos preditivos, com IA e big data, tem havido outra evolução. Temos muito mais dados, e os modelos estão evoluindo para chegarmos perto dessa prevenção e da criação de programas. Temos um de saúde mental e vimos a adesão a ele, durante a pandemia, aumentar 50%, 60%. Mais ou menos 20% das consultas com psicólogos têm sido por meio de telessaúde. E IA, big data e machine learning vão nos ajudar, porque não há uma solução para todos, tem de ser segmentada de acordo com o problema e a idade. 

Como se pode deixar de ser um plano de saúde para ser um extensor de vida para as pessoas?

Os modelos preditivos nos ajudam. Conseguimos saber pelo tipo de exame, pelo tipo de solicitação, para onde o cliente está indo e qual é o caminho, e assim criamos programas. Temos alguns como o de obesidade e o de saúde mental. Fazemos uma abordagem convidando o paciente a entrar no programa de prevenção, que é desenvolvido por um comitê clínico. Além das consultas com especialistas, o paciente recebe orientações sobre que tipo de atividade física eventualmente tem que fazer e qual é a alimentação ideal, por exemplo, tudo isso com a sua evolução sendo acompanhada. 

Fabio, a sua experiência é essa? Inteligência artificial consegue melhorar a vida das pessoas?

Fabio Costa – Sem dúvida alguma. Na verdade, o grande valor adicionado são os insights, que normalmente em nosso dia a dia não conseguimos tirar, mas a IA consegue. Então, eu diria que há um potencial de melhoria de qualidade de vida absurdo.

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