Hannah McKay/Reuters
Hannah McKay/Reuters

Bilionário faz oferta para salvar a Toys ‘R’ Us

Presidente da MGA Entertainment, Isaac Larian, propôs pagar US$ 675 mi por mais de 200 das 735 lojas nos EUA e US$ 215 mi por 80 unidades no Canadá

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2018 | 04h00

Há quase um mês, um executivo bilionário do setor de brinquedos pediu ao mundo que ajudasse a rede de brinquedos Toys ‘R’ Us, que está em processo de falência, lançando uma campanha de crowdfunding com uma meta de US $ 1 bilhão. Para ganhar impulso, ele e outros investidores aportaram US $ 200 milhões para comprar parte da varejista.

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Vinte e dois dias e 1.955 doadores depois, a missão de resgate arrecadou apenas cerca de US $ 59 milhões. Mas Isaac Larian, presidente da gigante MGA Entertainment, fabricante de brinquedos, ainda não se intimidou.

Ontem, Larian disse que planeja se submeter à licitação formal no tribunal de falências dos EUA sobre uma oferta de US $ 675 milhões para comprar 274 lojas Toys ‘R’ Us no país e usar o nome da marca. Muito desse dinheiro virá do próprio Larian, assim como de outros investidores e financiamento bancário. Ele também planeja apresentar uma oferta de US $ 215 milhões para 82 lojas canadenses, com a ajuda de outros investidores.

“Se tivermos sucesso, acho que em três ou quatro anos vamos trazer [TOYS R US]de volta a Toys ‘R’ Us à sua glória”, disse Larian ao The Washington Post.

A empresa de Larian criou produtos como as bonecas Bratz, L.O.L. e Little Tikes.

Larian afirmou que nunca pensou que a campanha de crowdfunding atingiria os 10 dígitos. Mas afirmou ter ficado satisfeito com a demonstração de apoio dos partidários da Toys ‘R’ Us em todo o mundo.

A empresa entrou com pedido de concordata em setembro do ano passado, na esperança de eliminar dívidas e reverter os negócios, mas depois de vendas ruins durante a temporada de festas, optou pela falência.

Uma paralisação completa seria um duro golpe para os fabricantes de brinquedos, como a MGA, já que a Toys “R” Us era a maior varejista do país. Também poderia custar dezenas de milhares empregos. No mês passado, a empresa afirmou que tinha cerca de 30 mil funcionários trabalhando nas lojas que planeja fechar até o final do ano. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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